terça-feira, 10 de novembro de 2015

E para completar a minha primeira postagem, aqui está uma das peças da minha vózinha, feita para minha irmã que na época tinha 3 anos de idade. (essa peça tem 43 anos, rsrsrs)

Trabalhos manuais: um antidoto poderoso!

Olá pessoal, feliz por me juntar a vocês !!!

Para a estréia do meu blog resolvi escrever um pouquinho sobre esse antidoto.
Isso mesmo, é assim que considero o artesanato em minha vida: um poderoso antidoto.
Tudo começou na minha infância, vendo minha avó materna as voltas com o crochê.
Crocheteira de mão cheia, vó Melinda resolveu me ensinar (o que hoje considero a melhor coisa que já aprendi na vida) e eu aprendi rapidinho (acho que já estava no sangue, rsrsrs).
Cresci, comecei a trabalhar, me casei, tive filhos e  a vida seguiu com todos os afazeres de uma mulher da minha época, porém o crochê sempre me acompanhando (fiz muita coisa com essa arte). Depois vieram várias outras como velas, sabonetes, pintura em tecido( esse não me dei muito bem), trico a máquina, pintura em madeira, etc...
E assim a vida seguia entre meu trabalho em uma grande empresa, minha família, minha casa e minhas "artes", rsrsrs.
Mas como nada dura para sempre, em 2013 perdi meu emprego do qual já estava há 18 anos. Foi uma surpresa triste por alguns dias mas rapidamente me adaptei a nova realidade, mesmo porque já estava cansada e agora poderia dedicar mais tempo junto dos meus, principalmente à minha mãe. E foi assim que fiz, passeamos muito, viajamos, fomos ao cinema, restaurante, médicos (rsrsrs), enfim vivemos.
Após exatos 6 meses tudo mudou de novo, só que agora de um jeito que eu não conseguia achar saída, perdi o chão, perdi o rumo, perdi a alegria de viver (Deus recolheu minha mãezinha)! E agora? - chorar, chorar, chorar era só o que eu sabia fazer. Um sentimento desumano comigo mesma.
E por incrível que pareça foi através do artesanato que encontrei, de novo e aos poucos, o sentido para prosseguir.
Comecei a fazer bonecas de pano e com elas eu dividia todos os meus progressos em relação a querer estar de volta à vida. Eu as chamava de "minhas meninas" e assim em meio a tecidos e lãs coloridas minha mente voltou a reagir.
E hoje, mesmo não podendo correr prá minha mãezinha e mostrar a ela cada peça que eu faço (ela era minha maior incentivadora), sigo em frente com a certeza de que em algum lugar ela continua me admirando.
Por essas e por outras é que afirmo com toda a convicção: 
- Artesanato, antídoto que cura!!